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Guerras e Terrorismo

 

“É essencial fazer o processo de interrogatórios funcionar. A guerra contra o terrorismo não será decidida pelo poderio da mão-de-obra ou da artilharia, como na 2ª Guerra Mundial, mas localizando os terroristas e sabendo quando e onde os ataques futuros poderão acontecer. Esta é uma guerra na qual a Inteligência é tudo. Vencer ou perder depende de informações de Inteligência” (“Cadeia de Comando – A Guerra de Bush do 11 de setembro às Torturas de Abu Ghraib (Seymor Hersh, editora Ediouro, 2004)

A possibilidade de uma organização não-estatal relativamente pequena e fraca infligir um dano catastrófico, é algo genuinamente novo nas relações internacionais e representa um desafio sem precedentes à segurança. Todo o edifício da teoria das relações internacionais é construído em torno do pressuposto de que os Estados são os únicos participantes significativos na política mundial. Se uma destruição catastrófica pode ser infligida por agentes que não são Estados, então muitos conceitos que fizeram parte da política de segurança ao longo dos dois últimos séculos – equilíbrio de poder, dissuasão, contenção e assemelhados – pedem sua relevância. A teoria da dissuasão, em particular, depende de o usuário de qualquer forma de arma de destruição em massa ter um endereço e, com ele, ativos que possam ser ameaçados em retaliação.


Definição de terrorismo

Definir o que é terrorismo não é uma tarefa fácil. O terrorismo é uma forma de propaganda armada. É definido pela natureza do ato praticado e não pela identidade de seus autores ou pela natureza de sua causa. Suas ações são realizadas de forma a alcançar publicidade máxima, pois têm como objetivo produzir efeitos além dos danos físicos imediatos. Em toda a sua existência, a ONU não conseguiu obter um consenso para uma definição do que é terrorismo.

Vilipendiado pela maioria das pessoas, defendido pelos seus instigadores, a verdade é que o terrorismo conseguiu prioridade na cobertura da mídia. Sua incidência mais que dobrou nos últimos 20 anos e se transformou em um dos mais prementes problemas políticos do último meio século. Suas características multifacetadas, suas letalidade e imprevisibilidade, que não custam caro, tornam a prevenção e controle difíceis, dispendiosos e não confiáveis.

As definições abaixo comprovam que não há uniformidade nem mesmo entre os órgãos de Inteligência e de Segurança de um mesmo país:

"O uso ilegal da força ou violência contra pessoas ou propriedades para intimidar ou coagir um governo, uma população civil, ou qualquer segmento dela, em apoio a objetivos políticos ou sociais" (FBI);

"O calculado uso da violência ou da ameaça de sua utilização para inculcar medo, com a intenção de coagir ou intimidar governos ou sociedades, a fim de conseguir objetivos, geralmente políticos, religiosos ou ideológicos" (Departamento de Defesa dos EUA);

"Violência premeditada e politicamente motivada perpetrada contra alvos não combatentes por grupos sub-nacionais ou agentes clandestinos, normalmente com a intenção de influenciar uma audiência" (Departamento de Estado dos EUA).

Nessa lista de definições, o ponto comum fica evidente mas há diferenças de ênfase. O FBI frisa a coerção, a ilegalidade e as agressões contra a propriedade em apoio a objetivos sociais bem como políticos. O Departamento de Estado coloca a ênfase na premeditação, frisa a potencial motivação política de grupos sub-nacionais, mas não faz referência à violência espontânea ou à significação psicológica da ação ameaçada. O Departamento de Defesa, com mais abrangência, dá igual destaque à violência real ou ameaçada, cita uma faixa mais ampla de objetivos e inclui entre os possíveis alvos não só governos como também sociedades inteiras.

As definições de terrorismo conhecidas provocam interrogações. Uma delas: por quais critérios os terroristas devem ser considerados por executarem atos ilegais ou ilegítimos? Essa é uma questão que desperta a atenção dos cientistas políticos. Há c

 

 
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Terrorismo e Inteligência Carlos I Azambuja
Terrorismo: como definir? Carlos I Azambuja
Ensaio sobre o Terror Carlos I Azambuja
Seleção de artigos sobre o terrorismo Selecionados por Olavo de Carvalho
   
Livros Selecionados
 
MARINI, Alberto
Estratégia sin Tiempo: La Guerra Subversiva y Revolucionaria Círculo Militar - Buenos Aires/Argentina - Abril de 1971. Biblioteca del Ofici
HEYDE, Friedrich August Freiherr von der
A GUERRA IRREGULAR MODERNA, em políticas de defesa e como fenômeno militar (Mod Biblioteca do Exército; 590 - Coleção General Benício; v 275 - 1990 (Executive
CLUTTERBUCK, Richard
Guerrilheiros e Terroristas Bibliex, Rio, 1997
STERLING, Claire
A Máfia Globalizada - A Nova Ordem Mundial do Crime Organizado (Thieve's World) Editora Revan - Sindicato Nacional dos editores de Livros, RJ, 1997 (SIMON & SCH
STERLING, Claire
A Rede de Terror (Terror Network) Editora Nórdica Ltda, 1981 (Holt. Rinchart and Winston, NY, 1981)
CARR, Edward Hallet
Vinte Anos de Crise: 1919-1939 Ed. Universidade de Brasília, 1981
TUCHMAN, Barbara W.
A Marcha da Insensatez: De Tróia ao Vietnã José Olympio Ed., RJ, 1984
CHURCHILL, Sir Winston S.
The Second World War - 6 volumes Bantam Books, NY, 1959
CAESAR, Caio Júlio
The Gallic War Oxford University Press, Oxford, 1998
CAESAR, Caio Júlio
Civil Wars Harvard Univesity Press, Cambridge, Mass., 1996
TUCÍDIDES
História da Guerra do Peloponeso Ed. Universidade de Brasília, 1982
von CLAUSEWITZ, Carl
Principles of War Oxford University Press, Oxford
ARON, Raymond
Paz e Guerra entre as Nações Ed. Universidade de Brasília, 1979
LIDDEL HART, B.H
As Grandes Guerras da História IBRASA, SP, 1963
SUN TZU
A Arte da Guerra L&PM, Porto Alegre, 2000
ARQUILLA, John & RONFELDT, David F.
Networks and Netwars: The Future of Terror, Crime, and Militancy National Book Network - United States Dept. of Defense – Office of the Secretary
 
 
 
 
 
 
 
FDR - Farol da Democracia Representativa - 2009