A agenda ideológica socialista requer, para a sua implementação, que a consciência moral dos indivíduos seja substituída pela "consciência revolucionária". Isso é pré-condição para que se possa fabricar a luta de classes aberta ou velada, fundamental no processo político socialista.
Mesmo na ausência da violência física revolucionária, a contaminação da cultura envolve a anulação da consciência moral através da imposição do que conhecemos por "politicamente correto". Quando elimina-se a distinção objetiva entre o que é certo e o que é errado, a moralidade passa a ser tratada como mera convenção - ou, para o ideólogo de esquerda, como instrumento arbitrário de dominação das classes dominantes.
Para a construção do "outro mundo possível" dos socialistas, o relativismo moral é uma das principais armas para a destruição das bases culturais de toda a civilização ocidental. Sem o reconhecimento de nossa historicidade e de nossa identidade civilizacional, corremos o risco de perder as instituições necessárias para garantir o bom funcionamento da democracia representativa.
Cientes da ameaça da ideologia socialista para a preservação das nossas liberdades, devemos recuperar a nossa identidade moral para fortalecer a nossa civilização e fazer jus ao legado da tradição moral judaico-cristã. A negação dos princípios morais e dos valores fundamentais sobre os quais deve repousar toda a sociedade significa a renúncia aos direitos mais básicos de todo ser humano. A liberdade não pode afastar-se da ética centrada na pessoa humana, que deve ser o centro de toda a dimensão moral. A defesa da consciência moral e a condenação do relativismo "progressista", que nega a existência da natureza humana, são condições essenciais para a criação de uma sociedade verdadeiramente livre e virtuosa, propícia para o florescimento da democracia representativa.
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